Ao completar 25 anos de existência em 2010, o LUME cria o espetáculo Sonho de Ícaro, com apoio e participação de quase 70 artistas de Campinas e lança a exposição "Fluxolume" criada pela artista Juliana Pfeifer.

Sobre Sonho de Ícaro:

Os mitos de Ícaro e do labirinto de Creta voltaram revigorados neste espetáculo épico, que teve direção artística do LUME Teatro e participação de mais de 70 artistas das artes cênicas e da música, alguns dos quais colaboradores de longa data do LUME. Do sonho do voo ao pesadelo da queda, Ícaro nos fala de temas humanos atemporais, como o desejo de liberdade e de desafiar os limites. O espetáculo marcou as comemorações dos 25 anos do LUME.

Sobre a exposição "Fluxolume":

EXPOSIÇÃO “FLUXOLUME – 25 ANOS DO LUME TEATRO”

1974, Luís Otávio Burnier, aos 17 anos de idade, se maquia para a apresentação do espetáculo de mímica “Burna”, com figurino confeccionado pela mãe, Thaís

Inspirado em Marcel Marceau, ele veste cartola e paletó surrados e se relaciona com borboletas, crianças e bêbados. Para Marceau, a mímica era o mais eloquente dos discursos

Burnier se inicia no teatro com Teresa Aguiar, no Conservatório Carlos Gomes, e vai aprender mímica em Michigan, nos Estados Unidos, onde termina os estudos secundários

Ao passar em primeiro lugar nos exames para a Escola de Arte Dramática (EAD), ganha bolsa de estudos para a escola de Jacques Lecoq (foto), na França, e se torna aluno de Etienne Decroux, mestre de Marceau e criador da mímica moderna

”Que meu corpo seja a folha de papel em branco e minh’alma a tinta que permitirá a tua arte, Decroux, de existir”, Luís Otávio Burnier

Em Paris, Burnier trabalhava, entre outras coisas, como tradutor. Aqui, ele aparece ao lado do estilista Paco Rabanne e de Dalila, uma das integrantes do grupo Viva Brasil!

No primeiro retorno ao Brasil, ele aparece ao lado dos pais, Rogério e Thaís, e dos irmãos. “Agora você volta para rever sua terra, seus amigos, seus irmãos (...)o nosso asceta que não tem tempo de ficar na beira do Sena esperando a tarde chegar ou apreciar as flores porque tem de colhê-las e trazê-las para todos nós, que o esperamos nessa primavera?, Sua mãe”

No espetáculo Curriculum, ao lado do francês Giorá Selliger

”Ele é dotado para a técnica. Ele tem presença. Eu desejo que nada se oponha a que ele continue seus estudos”, carta de Etienne Decroux, de Paris, ao crítico Sábato Magaldi, então secretário de Cultura da Prefeitura de São Paulo

Baseado em conto do mexicano Juan Rulfo sobre um menino maltrapilho e manco, Burnier monta o espetáculo solo Macário, fruto também de pesquisa pelas ruas do Equador. Na segunda versão do solo, ele aparece vestindo fraque

Burnier com a mulher, a musicista Denise Garcia, e o filho André

O primeiro discípulo de Burnier é Carlos Simioni, vindo de Curitiba (PR) para Campinas, aos 26 anos de idade

Simioni (de camiseta branca) junto da atriz Iben Rasmussen, do Odin Teatret (com lenço no pescoço), durante a primeira vinda do grupo dinamarquês ao Brasil, em 1987

FASE 2

A criação do LUME está ligada à viagem de pesquisa de Burnier, Denise Garcia e Simioni à região do Rio Urucuia, no Norte de Minas Gerais. A fundação do grupo se dá em 11 de março de 1985

O LUME, em 1986, se vincula ao Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde Burnier era professor no Departamento de Artes Cênicas. Em 1994 que o grupo passa a ser reconhecido pela universidade como núcleo de pesquisas teatrais

Simioni em “Kelbilim - o Cão da Divindade”, primeiro espetáculo do LUME, com direção de Burnier e música de Denise, em cartaz há 21 anos

1988, chega o segundo ator do LUME, Ricardo Puccetti

Burnier no espetáculo “A Linguagem do Silêncio”

Espetáculo “Nostos”, com Jean-Pierre Kaletrianos

“Sleep and Reencarnation”, com Natsu Nakajima, colaboradora do LUME

“Wolzen”, com direção de Burnier

O Retiros de Clown promovidos pelo LUME reuniam até 20 pessoas que tinham de ficar 24 horas por dia como palhaços

“Valef Ormos”, espetáculo de palhaços com Simioni, Puccetti e Burnier

O LUME orienta uma turma de formandos em artes cênicas pela Unicamp que viaja ao Norte e Nordeste do Brasil colhendo histórias, movimentos e expressões do povo para o espetáculo de formatura

Entre os alunos estavam Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini, que fazem parte do LUME. O espetáculo se chamou Taucoauaa Panhé Mondo Pé

Burnier defende a tese de doutorado pela PUC-São Paulo “A Arte de Ator - da Técnica à Representação”, e apresenta “Valef Ormos” para a banca examinadora. Ao final da apresentação, homenageia Waldemar Seyssel, o palhaço Arrelia

Mixórdia em Marcha-ré Menor

Burnier morre aos 38 anos de idade. “A vida nossa não é senão o lapso de tempo que nos é dado para depositarmos o nosso dom. O meu Luís o fez, e com que desprendimento e generosidade, na alegria e na singeleza”, Rogério, pai de Luís Otávio Burnier (1956-1995)

FASE 3

Cnossos, com Ricardo Puccetti

Contadores de Histórias, espetáculo que os atores do LUME apresentaram na sede do grupo, na Vila Santa Isabel, em Barão Geraldo

FASE 4

”Cravo, Lírio e Rosa”, com os palhaços Teotônio e Carolino

Cena de “Afastam-se Vacas que a Vida é Curta”, dirigido por Anzu Furukawa

Em 1997, os sete atores do LUME estreiam Parada de Rua, com direção de Kai Bredholt. A atriz inglesa Naomi Silman entra para o LUME

Em Um Dia..., de 1998, Ana Cristina Colla e Raquel Scotti Hirson levam o universo dos moradores de rua para o palco

Dirigido pelo palhaço italiano Nani Colombaioni, Ricardo Puccetti monta La Scarpetta (Spettacolo Artistico)

FASE 5

“Café com Queijo”, com Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini, resultado das viagens do grupo pelo Brasil

Da parceria com o coreógrafo japonês Tadashi Endo e das pesquisas em butô, nasce o espetáculo “Shi-Zen, 7 Cuias”, com os sete atores do LUME

”O Não-Lugar de Ágada-Tchainik”, com Naomi Silman e direção da canadense Sue Morrison

FASE 6

Os quatro atores de “Café com Queijo” voltam à cena com “O que seria de nós sem as coisas que não existem?”, dirigidos pelo ítalo-argentino Norberto Presta, em 2006

Simioni faz o segundo solo, “Sopro”, baseado em sua técnica pessoal e dirigido por Tadashi Endo

Puccetti em “Kavka” - Agarrado num Traço a Lápis, com direção de Naomi Silman, sobre a última noite de Franz Kafka

Ana Cristina Colla em seu primeiro solo, “Você”, também com direção de Tadashi Endo

Para comemorar seus 25 anos de fundação, o LUME convida dezenas de artistas e grupos de Barão Geraldo para a montagem coletiva “Sonho de Ícaro”, que estreia em 31 de janeiro de 2010, para apresentação no Sesc-Campinas. A procura por ingressos é tanta que os artistas fazem sessão extra

Eugenio Barba, Odin Teatret

Dario Fo, Eugenio Barba e Jerzy Grotowski, em encontro promovido pela International School of Theatre Anthropology (Ista)

Cynthia Margareth, produtora do LUME

Pedro de Freitas, que foi produtor do LUME

Raquel Scotti Hirson com a filha Teresa

Naomi Silman com a filha Noa

Ana Cristina Colla e a filha Manuela

FICHA TÉCNICA

Cenografia, Produção e Montagem: Juliana Pfeifer Curadoria: Juliana Pfeifer e Carlota Cafiero Textos: Carlota Cafiero Tratamento de Imagens: Caroline Robalinho Iluminação: Alessandro Azuos Agradecimentos: Carlos Simioni, Pedro de Freitas, LUME Teatro Fotos: arquivo LUME Teatro

Publicado em: Ações artístico-pedagógicas / Organização de eventos, parcerias
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